CONA Maratona 2015

E ai corredores!

Acabei me distraindo e perdendo os dois primeiros dois dias do CONA Maratona, um congresso anual com várias palestras diárias gratuitas sobre corrida. Ele dura somente 7 dias, então tem que correr pra não perder nada.

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Segue programação a partir de hoje:

03/06/2015 – Terceiro Dia
 09:00
 – Christopher Chow – Ultramaratonista
Segredos para correr no calor sofrendo menos.
Quem conhece sabe o quanto o ultramaratonista Christopher Chow desenvolve bons tempos correndo no calor. Ele vai te contar o que acontece e o como ele faz para usar o calor a seu favor e ainda baixar o pace.

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 16:00 – Valeria Mello  – Atleta Maratonista.
Como corro (muito) mesmo com a vida corrida de mulher.
A maratonista Valéria Mello é especialista em “manter os pratos girando”. Além de correr muito, ainda consegue tempo para trabalhar, cuidar da sua empresa e dar atenção ao marido e filha. Ela vai te contar como faz e dar dicas super valiosas (principalmente para mulheres) de como fazer isso na sua vida também.

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 20:00 – Rafael Arcanjo – Ultramaratonista recordista em corrida em esteira.
Vou te ensinar a encarar os longões como um ultramaratonista (mesmo na esteira).
Os longões são partes duras de todo treino para a maratona. O Ultramaratonista recordista em corrida na esteira Rafael Arcanjo vai te ensinar a encarar esses treinos como um verdadeiro ultra, até mesmo na esteira.

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04/06/2015 – Quarto dia
 09:00
 – Ricardo Filho – Atleta Maratonista
Como se tornar um maratonista sem deixar a vida de lado.
Os treinos pra maratona costumam tomar grande parte do tempo do atleta, fazendo com que precise abdicar de muitos encontros em família e amigos. O atleta Ricardo Filho vai contar as estratégias e organizações que usou para conseguir seguir os treinos a risca enquanto finalizava sua tese de mestrado, intercalava os treinos de musculação e aproveitava a vida social.

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 16:00 – Rafael Homem de Carvalho – Psicólogo Maratonista
Como espantar de uma vez por todas os fantasmas que assombram os treinos.
Sabe quando você sabe que tem que treinar mas algo te diz pra não ir? O Psicólogo e maratonista Rafael Homem de Carvalho vai te ensinar a espantar de uma vez todos esses fantasmas que puxam seus treinos para trás. Essa palestra vai ser TOP demais.

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 20:00 – Cleber Isbin – Atleta Amador de Alto Desempenho.
O segredo para acabar com as desculpas para não treinar.
“Hoje foi muito cansativo…” “Amanhã eu vou…” “Ta frio…” Chega de cair nessas desculpas que VOCÊ mesmo cria para boicotar seus treinos. O atleta Cleber Isbin, 3º colocado na Mizuno Uphill 2014, vai te dar todos os motivos e respostas pra cada desculpa que você inventar. Chega de perder treino, sua prova está chegando!

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05/06/2015 – Quinto dia
 09:00
 – Gabriel Picarelli – Treinador e Atleta de alto desempenho
Como se tornar um maratonista sem ter tempo para treinar
Tempo, sempre o tempo. Todos sabemos que treinar para uma maratona exige uma grande dedicação e tempo para os treinos, principalmente os longos. O TOP treinador e atleta 2º colocado na Mizuno UpHill Marathon 2014 vai te ensinar os métodos que usa com os atletas que ele treina e com ele mesmo para que se tornem maratonistas sem ter tempo para treinar.

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 16:00 – Guilherme De Agostini – Atleta Ultraendurance e Mestre em Fisiologia do Exercício
O segredo do pace: O inimigo invisível que pode sabotar a sua prova

Você treina durante 17 semanas, se dedica, come bem, suplementa e quebra na prova sem saber o motivo. O Dr. Guilherme De Agostini, atleta de ultraendurance e mestre em fisiologia do exercício sabe muito bem e te explica como não quebrar na próxima prova sem mudar muita coisa.

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 20:00 – Rogério Castilho – Especialista em Hipnose e PNL
Como reprogramar a sua mente para o alto desempenho

Seu corpo responde ao que sua mente acredita. Aprenda técnicas para reprogramar sua mente em busca do alto desempenho com o Rogério Castilho, especialista em hipnose e PNL que vem trabalhado com diversos atletas profissionais de altos desempenho dos últimos anos. Castilho é referência mundial em PNL e Hipnose.

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06/06/2015 – Sexto dia
 09:00
 – Gustavo Maia – Apresentador do Programa Fôlego
15 regras cruciais para correr uma maratona no exterior sem surpresas
Todo corredor sonha em correr uma maratona no exterior. Se você ainda não tem esse sonho, espere mais um pouco rs. O Gustavo Maia, apresentador do Programa Fôlego é um maratonista que já viajou para correr as melhores provas do mundo, em todas as situações. Ele é o melhor corredor pra te dar todas as dicas de como se prevenir de qualquer imprevisto (inclusive dos que você nem imagina) que possa acontecer na sua tão sonhada prova no exterior.

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 16:00 – Antônio Colucci – Atleta Amador e Autor do Blog&Run
Como encaixar os treinos na correria do dia-a-dia
O grande Colucci é um especialista em realizar vários projetos ao mesmo tempo e não perder nenhum treino. Ele vai te ensinar como faz isso para você aplicar na sua vida.

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 20:00 – Rubens Pereira – Bacharel em esporte especialista em treinamento físico postural
Posições da coluna na corrida e seus educativos

Levante a mão quem nunca sentiu um incômodo nas costas por causa da corrida. As dores nas costas estão entre as maiores queixas dos corredores. O Rubens Pereira, fisioterapeuta especialista em treinamento físico postural, vai te ensinar como evitar dores e lesões sérias baseadas nas posições da coluna durante a corrida e com diversos educativos.

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07/06/2015 – Sétimo e último dia
 09:00
 – Juscelino Castro Blasczyk – Fisioterapeuta e Atleta
Como evitar o afastamento e acelerar o retorno à corrida
Lesão é algo comum entre os corredores, fazendo com que muitos fiquem afastados dos treinos por um tempo. Não é assim que o fisioterapeuta Juscelino Castro trata seus pacientes, ele é especialista em tratamento ativo, mantendo o atleta em treinamento mesmo durante o tratamento e acelerando o retorno aos treinos fortes. Quer saber como ele faz isso? Se liga na palestra dele.

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 16:00 – Darlan Souza – Treinador DSX Assessoria
Como correr uma maratona sem sofrer uma maratona

Correr uma maratona não deve significar sofrimento no dia seguinte. Nós sabemos que é uma “dor boa”, mas é ainda melhor estar inteiro pra contar a história com a medalha no peito. O Darlan Souza da DSX Assessoria te orienta no que você deve fazer para não sofrer uma maratona.

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 20:00 – Andrea Matarazzo – Atleta e Nutricionista Esportiva
Como terminar uma prova de endurance com energia

Para a nutricionista esportiva Andrea Matarazzo, sua prova não começa na largada. Você deve se preocupar com a alimentação vários dias antes da prova para que tenha combustível suficiente para terminar bem. Aquele prato de macarrão na noite anterior é o suficiente para te dar energia durante toda a prova? A nutricionista competidora de corridas de aventura te dá dicas valiosas de como fazer a reserva de energia correta nos dias que antecedem a prova.

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Esse, sem dúvidas, é o programa do melhor evento sobre maratona e meia maratona do Brasil. Acredite, a semana que vem será um divisor de águas nos seus treinos.

Grande Abraço e bons treinos.

Andre Holanda
www.conamaratona.com.br

HICKIES • Cadarço elástico

Fala corredores!

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Surgiu no mercado uma marca chamada Hickies que trouxe uma nova tecnologia em cadarços elásticos.

Confiram os vídeos:

O produto foi desenvolvido por um casal de argentinos que atualmente mora em Nova Iorque, nos Estados Unidos e está sendo vendido mundialmente através do site da marca. O custo é de 14,99 dólares para um pacote com 14 tiras elásticas.

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Site oficial: HICKIES Responsive Shoe Lacing System – Enhance Your …

Solamente 1 ano

Hoje completamos um ano de Sola & Mente! Parabéns para nós!

Parabéns por adotarmos esse estilo de vida que vai muito além dos treinos e competições. Este estilo que tem pouquíssimas horas de “descanso” na semana, que nos faz mais saudáveis a cada dia. Que nos faz ir para cama dormir às 22h de um sábado e levantar cedo na manhã de um domingo para treinar. SEMPRE, com sorriso no rosto.

Cruzar a linha de chegada de uma corrida, não tem preço.

Não tem preço olhar para os lados e ver centenas de pessoas que você nunca viu antes… sorrindo, aplaudindo, torcendo por você… Os atletas são os mais heterogêneos e a corrida é um dos esportes mais justos que já vi. Na linha de chegada a gente vê que não tem idade, não tem cor, não tem quilograma, não tem classe social, não tem tecnologia que faz diferença naquela hora. Não tem manha, não tem atalho, não tem jeitinho brasileiro. As diferenças foram construídas nas semanas e meses que antecedem este momento – com suor.

Olhar para trás… um ano atrás… e pensar que nós não conseguíamos correr nem 1 km! E hoje ver fotos em provas de 5, 10, 21 km… não tem preço.

E os encontros da equipe? Os jantares de massas? As cidades que conhecemos… e os hotéis que mais parecem daquele filme “O Albergue”? As amizades feitas com pessoas que até o momento eram totalmente estranhas, mas que nos parecem familiares pois está estampado no rosto delas que a preguiça também não mora ali.

Vamos continuar nessa… não deixemos a peteca cair. Vamos manter esse sorriso no rosto.

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O segredo dos quenianos – Por Owen Anderson

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Em 2004, Owen Anderson, autor de vários livros na área de ciência esportiva, visitou o Quênia para entrevistar os melhores corredores de longa distância do país. Ele queria descobrir os motivos pelos quais esse país africano produz tantos corredores espetaculares, a ponto de dominar as corridas de longa distância há 15 anos.

Anderson achou que a melhor maneira de atingir seu objetivo era conversando com os próprios atletas. Como resultado da pesquisa, surgiram os “20 mandamentos quenianos” de Anderson. Aqui você encontra dez deles, que poderão ser adaptados a suas corridas. 

1. Evite distrações

As crianças do Quênia levam uma vida simples, mas muito ativa. Elas não têm os jogos de computador e as TVs de plasma que muitas das nossas crianças consideram parte natural de suas vidas. Elas têm de criar sua própria forma de diversão, o que para muitas significa brincar na rua. Além disso, em vez de irem para todos os lugares de carro, as crianças quenianas vão a pé. Caminham ou correm até a escola, realizam tarefas no ambiente rural em que vivem e correm ou pedalam quando querem visitar os amigos. Toda essa atividade física cria uma enorme base de força e resistência. Quando saem da adolescência, já estão treinando e competindo com alguns dos melhores corredores do mundo.

O que você pode fazer 

Pense em formas de reduzir o número de atividades sedentárias, substituindo-as por um estilo de vida mais ativo. Estamos falando em reduzir, não em eliminar completamente. Não adianta se punir ou punir seus filhos. Moderação é a chave. Veja algumas ideias para começar:

  • Caminhe, pedale ou corra até o trabalho alguns dias da semana.
  • Caminhe, pedale ou corra até o ponto ou estação para pegar o ônibus ou o metrô para o trabalho.
  • Escolha algumas noites por semana e um dia do fim de semana para deixar a televisão desligada. Use esse tempo para realizar alguma atividade física (conte com a participação das crianças).
  • Caminhe, pedale ou corra até as lojas, locadora ou biblioteca. Use uma mochila.
  • Se for encontrar um amigo para um café, combine de sair primeiro para caminhar, correr ou pedalar.
  • Deixe o carro em casa e caminhe ou pedale com seus filhos para a escola ou para a casa de amigos.

2. Evite correr sobre concreto ou asfalto

Os quenianos têm à disposição uma infinidade de trilhas em montanhas e estradas de terra para treinar, o que reduz o impacto da corrida nas pernas e permite que atinjam quilometragem maior com menor risco de contusões. As superfícies mais macias e a desigualdade das trilhas também aumentam a força das pernas, das costas e dos músculos abdominais, uma vez que os músculos têm de trabalhar pesado para estabilizar as articulações dos quadris, joelhos e tornozelos. Uma força maior também é necessária para realizar o impulso de sair do chão.

O que você pode fazer 

A menos que você more no interior, não é realista esperar que corra em trilhas o tempo todo. Correr no asfalto é necessário para fortalecer suas pernas, para que se acostume com esse tipo de superfície quando for disputar provas de rua. Esse só não deve ser o caso para os corredores que apresentam contusões nos joelhos ou pés, o que torna desaconselhável a corrida em superfícies muito duras. Entretanto, para a maioria dos corredores, correr em diversos tipos de superfície, como grama, estrada de terra e pistas sintéticas, traz grandes benefícios. Uma pequena advertência: correr em terreno muito macio e irregular como areia pode levar a dores na canela e na panturrilha, já que os músculos têm de trabalhar muito. Se gosta desse tipo de corrida, vá aos poucos, para que seus músculos tenham tempo de se fortalecer.

3. Realize mais treinamentos em velocidade de prova 

Os quenianos são conhecidos por suas sessões de treinamento pesadas, que incluem treinos específicos no ritmo de prova ou treino fartlek. Um dos treinos preferidos dos melhores corredores quenianos envolve uma corrida de 10 km em terreno montanhoso. Durante toda a corrida, aumentam o ritmo por 2 minutos na batida de 10 km ou mais, depois correm confortavelmente por 1 minuto entre cada esforço. Catherine Ndereba, que conquistou a prata na maratona olímpica de Pequim, conta que um de seus treinos preferidos é correr seis a oito repetições de 1 km no ritmo de uma corrida 5 km. Wilson Kipketer, o atual recordista mundial nos 800 m, realiza as seguintes sessões de treino de velocidade: 2 x 1200 m, mais 1 x 800 m, mais 2 x 400 m no ritmo de 5 km ou até mais forte. Ele também treina de seis a oito repetições de 800 m no ritmo de 3 km, com recuperação de 2 minutos. Nixon Kiprotich, outro grande corredor dos 800 m, corria duas sessões de 5 x 1 km (2min45 a 2min55), com recuperação de 2 minutos e 10 minutos de descanso entre as sessões. Ele corria os últimos 200 m de cada repetição de 1 km no ritmo de uma corrida de 800 m!

O que você pode fazer 

Estabeleça um objetivo de curto e longo prazo para os tempos de 5 e 10 km. Participe de uma corrida ou de uma tomada de tempo para que saiba qual o seu nível atual. Seus tiros em ritmo de corrida devem ser baseados nos seus atuais tempos da prova, mas você precisa ir aos poucos chegando a seu ritmo de objetivo para 5 km ou 10 km. Tenha paciência. Se tentar apressar seu progresso, acabará dolorido e com alguma contusão. Aqui estão algumas ótimas sessões de treinamento de velocidade:

  • Fartlek: 20 minutos incluindo tiros de 2 x 90, 4 x 60, 4 x 30, 4 x 15 segundos no ritmo de 5 km, com o mesmo tempo de corrida confortável entre os tiros.
  • Corrida de 5-8 km com tiros de 2 minutos no ritmo de 10 km e corrida mais leve de 1 a 2 minutos entre os tiros.
  • 4-6 repetições de 1 km no ritmo de 5 km com recuperação de 60 a 90 segundos (esse treino pode ser realizado em duas sessões com uma recuperação maior entre elas).
  • 3-4 repetições de 2 km no ritmo de 10 km com caminhada/corrida leve de recuperação de 3 minutos (essa é uma sessão muito pesada, portanto tenha cuidado).
  • 4-6 x 800 m no ritmo de 5 km com corrida leve de recuperação de 400 m.
  • Corrida de 30-45 minutos com corrida leve no primeiro terço do percurso, ritmo regular no segundo terço e ritmo de 10 km no terço final.

4. Treine sempre em subidas

O terreno montanhoso de Rift Valley, no Quênia, próximo a Eldoret, é ideal para que os corredores quenianos desenvolvam força em subidas. Longões, sessões fartlek e até corridas de recuperação são feitas em grande parte em terreno montanhoso. Anderson diz que um dos treinos preferidos é subir a face ocidental do famoso Rift Valley, um esforço que cobre cerca de 21 km e que inclui uma elevação de aproximadamente 1220 a 2440 m, mas que pode ser completada em somente 85 minutos. A corrida em subidas desenvolve a força não só das pernas, mas também das costas e de músculos que estabilizam a pélvis, o que traz benefícios importantes para a corrida em superfície plana em alta velocidade. Obviamente, é necessário um esforço muito maior para impulsionar seu corpo em subidas, pois a gravidade tem de ser superada. É necessária também uma quantidade maior de oxigênio e de energia. Com o tempo, seu corpo se adapta a esse esforço e você se torna mais eficiente e econômico. Você usa menos energia para realizar o mesmo esforço, o que é ótimo para um corredor.

O que você pode fazer 

Faça das subidas seu ponto forte e incorpore-as a seu treinamento algumas vezes por semana, durante o ano todo. O ritmo deve ser determinado pela distância e por seu nível de experiência. Seja conservador, mas não muito. Correr devagar nas subidas não trará muitos benefícios a longo prazo. Você pode incluir subidas em seu treinamento das seguintes maneiras:

  • Corridas médias ou longas
  • Repetições em subidas (5-10 x 100-200 m)
  • Corridas confortáveis ou em ritmo regular em um percurso montanhoso
  • Circuitos em subidas (de três a seis vezes em volta de um circuito no parque, que inclua de uma a duas elevações por volta)

5. Aqueça completamente 

Os quenianos compreendem a importância de um bom aquecimento. Uma corrida leve de 15 a 20 minutos, seguida de alguns exercícios de aquecimento ou acelerações, é a rotina típica de aquecimento de um queniano. Segundo Anderson, “os quenianos correm em velocidade alta de treinamento somente quando os músculos estão aquecidos e os vasos sanguíneos que levam ao coração e aos músculos das pernas estão completamente dilatados”. Ele diz: “Eles não fazem muito alongamento antes de começar a correr. A corrida leve inicial também relaxa os músculos tensos”. Eles fazem bastante alongamento após as sessões e massagens diárias são muito comuns.

O que você pode fazer 

A maioria dos corredores faz aquecimento, mas pode haver confusão sobre a melhor forma de realizá-lo. Siga estas dicas para obter o máximo de benefício. Comece com uma corrida leve de 10 a 15 minutos (caminhar um pouco também é bom).

  • Depois da corrida leve, faça alguns minutos de alongamento dinâmico, como movimentos com as pernas em vez de alongamentos estáticos. Se quiser melhorar sua técnica, inclua também alguns exercícios específicos para corrida como parte de seu aquecimento.
  • Em seguida, corra de quatro a cinco trechos de 30 a 50 m, correndo cada trecho um pouco mais rapidamente que o anterior.
  • Depois do treino, faça alongamentos estáticos por 10 minutos, mantendo cada posição por 30 a 60 segundos. Não alongue demais, pois pode machucar os músculos em vez de ajudá-los.

6. Arrisque 

Segundo Anderson, os quenianos atingem novos patamares ao introduzir em sua rotina períodos de treinamento muito intensos, conhecidos como “ciclos intensivos”, que duram geralmente cerca de três semanas. Outubro é a época desse tipo de treinamento para os corredores que fazem parte da equipe queniana de cross country. Durante esse mês, percorrem de 180 a 200 km por semana, correndo até três vezes por dia. Realizam duas sessões de repetições em subidas de 15 x 200-300 m por semana, uma fartlek de 10 km ou uma tempo run de 12 km e dois longões de 18-20 km. Nos sábados, participam de uma prova ou realizam uma sessão intervalada. A ideia, ao introduzir períodos de treinamento extremo, é sobrecarregar o corpo para que ele seja forçado a se adaptar a níveis mais altos de estresse causado pelo treinamento. Quando o volume de treinamento é reduzido antes de uma competição importante, os quenianos estão mais que acostumados às exigências de provas intensas. Eles passaram por dor intensa e exaustão, portanto agora, com os músculos bem descansados, estão prontos para competir.

O que você pode fazer 

Contanto que tenha uma base muito boa de exercícios regulares, você também pode introduzir ciclos intensivos em seu treinamento. A sobrecarga normal de treinamento envolve um aumento de cerca de 10% no volume em uma semana (mas não toda semana). Em um ciclo intensivo, você amplia esse volume de 20% a 25%. Você pode optar por acrescentar alguns quilômetros extras a cada uma de suas corridas ou pode aumentar o número de corridas na semana. Se já corre de cinco a seis dias por semana, poderá correr duas vezes (em dois períodos do dia) em dois ou três dias, como segunda e quinta.Não é uma boa ideia realizar grandes aumentos de volume e intensidade na mesma semana. Aumente o volume na primeira semana, mas mantenha suas sessões normais de velocidade/subidas ou até diminua um pouco. Na semana seguinte, você pode acrescentar uma sessão extra de qualidade como tempo run ou subidas, mas não aumente a quilometragem geral. Na terceira semana, dependendo de como se sente, pode manter o mesmo volume e intensidade ou, se tiver vontade, pode aumentar o volume novamente. Mas tenha cuidado: monitore-se atentamente para não se contundir. Muita massagem, alongamento, banhos de gelo, boa alimentação e sono adequado são a garantia de uma boa recuperação. Após três semanas de treinamento intenso, inclua uma semana bem fácil. É aí que seu corpo se adapta ao treinamento pesado realizado nas três semanas anteriores. Você deverá, então, voltar à rotina normal e consolidar os ganhos do seu condicionamento antes de realizar um novo aumento.

7. Inclua períodos regulares e prolongados de descanso 

Os quenianos realizam treinos pesados inacreditáveis, mas também compreendem a importância do descanso. “John Ngugi, que foi cinco vezes campeão mundial de cross country, realizava treinos muito leves em diversas épocas do ano de treinamento. E Moses Kiptanui, ex-recordista mundial dos 3000 m da corrida com obstáculos, dos 5 km e da corrida de 2 milhas, tirava férias de quatro a oito semanas sem realizar nenhuma corrida”, afirma Anderson. O corpo precisa de descanso para poder se regenerar. Caso contrário, o corredor se torna estagnado e com tendência a se contundir e adoecer.

O que você pode fazer 

Os corredores frequentemente hesitam em tirar férias das corridas porque têm medo de perder todo o condicionamento e de não voltar nunca mais ao ponto em que estavam. No entanto, o único modo de atingir o nível mais alto de condicionamento é treinando pesado durante determinadas épocas do ano e treinando mais leve em outras épocas. A chave é: treinar e depois se recuperar. Duas vezes por ano, você deve tirar de duas a três semanas de férias totais da corrida. Após uma maratona, não tenha medo de tirar férias maiores. Retome os treinos com uma corrida leve e vá aumentando as distâncias gradativamente antes de introduzir treinos mais pesados.

8. Faça parte de um excelente grupo de corrida 

Os quenianos são bem conhecidos pelo ambiente de camaradagem nas corridas. As equipes de cross country treinam juntas por várias semanas em preparo para os torneios mundiais. Todos realizam as mesmas sessões, e os corredores mais experientes incentivam os mais jovens e oferecem conselhos e apoio. Até instituições governamentais como o exército, os correios e os presídios têm vários grupos de corredores que competem entre si. É uma chance de se manter em forma e ganhar uma remuneração, ainda que pequena.

O que você pode fazer 

Encontre um grupo de corrida que sirva de motivação para que corra regularmente. Não se preocupe se for o mais lento, pois correr para alcançar alguém mais rápido é uma ótima maneira de melhorar sua velocidade. Se está sempre na frente, sua tarefa é fazer o máximo para continuar lá!

9. Coma alimentos baratos, simples e saudáveis 

Não é fácil achar quenianos se entupindo de fast food ou entrando em lojas de conveniência ou supermercados 24 horas, tarde da noite, para comprar chocolate e sorvete antes de assistir a um DVD. Isso é um luxo reservado para muitas pessoas que moram em países mais ricos. Em vez disso, a dieta dos quenianos é simples, constituída por alimentos não processados e muito nutritiva, com alimentos como o ugali (mingau de farinha de milho), cozidos de legumes, sopa de feijão, verduras, banana, maracujá, repolho e arroz. “A dieta dos corredores quenianos é bem adequada em termos de proteína, complementada com grãos e legumes, assim como um pouco de carne de frango magra, leite de cabra e um ovo de vez em quando”, diz Anderson.

O que você pode fazer 

A dieta queniana é rica em carboidratos, com baixo teor de gordura e com pouquíssima proteína animal. A típica dieta ocidental é quase sempre pobre em carboidratos, rica em gordura e inclui carne praticamente todos os dias e, quase sempre, em grandes quantidades. Causa algum espanto o fato de pesarmos mais que o queniano médio? Se você aumentar o consumo de frutas, verduras e grãos e consumir uma quantidade moderada de carne magra, peixe e frango, certamente começará a se sentir mais leve.

10. Não se preocupe muito 

Os quenianos têm um lema: “Hakuna noma”, que significa “não existe problema”. Embora a gente ache que os corredores quenianos sejam imbatíveis, eles também têm dias ruins nos treinamentos e em provas. Têm de lidar com contusões e podem ficar doentes antes de uma corrida importante do mesmo jeito que você e eu. Os contratempos fazem parte quando trabalhamos para atingir um objetivo a longo prazo. Eles sabem que é preciso persistir por vários anos para se tornarem grandes corredores, o que não acontece quando se obtêm grandes avanços em apenas alguns meses.

O que você pode fazer 

Sei que é difícil não ficarmos chateados quando aparece uma contusão ou quando ficamos doentes e não podemos correr, principalmente quando perdemos algum evento para o qual treinamos tão intensamente. Mas, se você parar e olhar para sua vida e para os que estão à sua volta, logo perceberá que não é o fim do mundo. Você irá se recuperar muito mais rápido se for positivo e tiver uma atitude proativa. Descanse se estiver doente. Se tem uma contusão, procure tratamento logo. Pratique outras modalidades físicas para manter o condicionamento e tenha disciplina para realizar os exercícios de recuperação. Comece a praticar ioga para ajudar seu corpo e a mente e faça aulas de Pilates para fortalecer seu core. Logo estará de volta às corridas e trabalhando rumo a um novo objetivo.

Fonte: Runners World

Blumenau 10k 2014

Mais uma prova onde a equipe Sola & Mente marcou presença! Só faltou o Carlos, mas ele estava mudando para um novo lar, e teve que fazer a mudança. Está perdoado rs

Prova com vários marcos rs

• Primeira prova de 10k da Ananda e da Aline, parabéns a elas que foram firme e forte até a linha de chegada e completaram a prova em 1:01:15!

• Pela primeira vez, eu – Renan, consegui acompanhar o Zé! Foi motivante! Porque nas outras provas eu só conseguia ver ele nos primeiros 2 ou 3 km rs. O Zé e eu completamos os 10k em 42:42 e 42:50 respectivamente, e conseguimos a 7ª colocação nas categorias!

• O Gonzalo completou os 10k muito bem em 53:35! E caiu em uma poça de lama no meio do percurso! Que aventura hein!?

• A Cris venceu o endredon e foi fazer a cobertura da prova! rs Obrigado Cris, a sua presença e a do Sebástian foi um baita gás nos km finais!

Ótima prova, com ótimo percurso (sem voltas) e boa organização também.

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Em breve mais fotos e vídeos!

Café adentro

 

 

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A revista Runners World publicou uma matéria bem legal sobre o café, confiram abaixo!

Uma xícara de café pela manhã já é hábito para muitos corredores. E não é à toa: a bebida desperta e parece dar aquela energia para treinar. Mas existem bons motivos para você acrescentar mais uma ou duas xícaras ao cardápio. Muitos estudos apontam que o café pode deixá-lo mais feliz, menos estressado e até reduzir o risco de algumas doenças. E os benefícios não estão apenas na cafeína: em si, o café também é rico em antioxidantes, substâncias que retardam o envelhecimento das células. Assim, quem prefere a versão descafeinada também aproveita as vantagens da bebida.

 

TURBINA O HUMOR –> Segundo estudo do National Institutes of Health (EUA), quem bebe quatro xícaras de café diariamente tem 10% menos chance de cair em depressão. É que a cafeína pode funcionar como um antidepressivo suave por aumentar a ação da dopamina, neurotransmissor que produz sensação de bem-estar.

 

EVITA O DIABETES –> É o que afirma uma análise feita por cientistas da Universidade de Qingdao, na China. Na pesquisa, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 foi 12% menor para aqueles que tomavam duas xícaras de café diariamente na versão cafeinada e 11% menor para quem preferia a bebida sem a cafeína.

 

MELHORA O DESEMPENHO –> Pesquisadores do Reino Unido deram a ciclistas e triatletas uma bebida com 350 mg de cafeína, café com mesma quantidade da substância, café descafeinado e placebo. Uma hora depois, os participantes realizaram um teste de ciclismo. O grupo da cafeína e o grupo do café normal obtiveram desempenho igual entre si, além de terem sido mais rápidos em 2 minutos quando comparados aos grupos dos descafeinados e do placebo.

 

PROTEGE O CORAÇÃO –> Um recente estudo publicado no periódico Circulation, feito por cientistas da Universidade de Harvard (EUA), indica que o consumo moderado de café (de três a quatro xícaras diárias) pode diminuir em até 11% o risco de você desenvolver insuficiência cardíaca. Outros estudos também indicam que a bebida pode ter impacto positivo na função dos vasos sanguíneos e no controle dos níveis de colesterol.

 

DIMINUI O RISCO DE ALZHEIMER –> O consumo da cafeína também parece eficiente para reduzir o risco de desenvolver o mal de Alzheimer. Pesquisadores das universidades do Sul da Flórida e de Miami (EUA) acompanharam, por quatro anos, idosos entre 65 e 88 anos. Durante o período, os voluntários consumidores de três xícaras diárias de café não desenvolveram a doença, enquanto aqueles que foram acometidos pelo Alzheimer tinham 51% a menos de cafeína na corrente sanguínea.

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