A importância do fortalecimento do CORE

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Esse nome estranho nada mais é que um conjunto de músculos que ajudam a “segurar”, a estabilizar a região do quadril, que são os músculos do abdômen, lombar e glúteo.

“Se você olhar para os atletas que lideram a corrida, eles são os poucos cuja postura não é de sofrimento até o final da corrida, pois têm força suficiente no core para sustentar seu organismo, mesmo em um completo estado de fadiga”. Craig Alexander

O core é o centro, e se esse centro estiver fraco a periferia (braços e pernas) sofrerá também. Este centro produz força, gera estabilidade e mantêm o alinhamento do corpo durante um movimento.

Com maior controle sobre o próprio corpo, devido a melhor estabilização, o “core” bem desenvolvido protege a coluna vertebral e previne lesões.

Na matéria da revista mundo tri, sobre Os 10 ensinamentos sobre Triathlon de Craig Alexander – que por sinal vale a leitura de todos os 10 ensinamentos, vale também para nós corredores – ele cita:

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A técnica de Pilates trabalha bem esta parte e têm crescido muito e cada vez mais está sendo incluída como base de preparação física de outras atividades físicas, entre elas a corrida.

Com o objetivo de melhorar a técnica postural e em prevenir dores e lesões no atleta o Pilates tornou-se um dos principais diferenciais do treino. Um dos principais benefícios do Pilates é condicionar o corpo a usar músculos de forma mais eficiente e segura e assim poupar energia durante treinos e provas.

Aqui estão alguns exercícios que ajudam a fortalecer o CORE:

Abdominal: pode ser realizado com uma bola ou no solo. Devemos prestar atenção em não compensar o trabalho do abdominal com movimentos do pescoço. O uso da bola dificulta um pouco o exercício porque gera instabilidade ao corpo.

 

Dorsais: Com os antebraços apoiados no chão mantenha o corpo como se fosse uma prancha por alguns segundos e descanse. Faça séries deste exercício.

 

Deitado de lado e com o antebraço apoiado no chão, eleve o quadril e mantenha por alguns segundos. Faça repetições deste exercício.

 

Os dorsais podem ser fortalecidos também com a bola. Quanto mais próximo dos pés a bola estiver, mais difícil fica o exercício.

Para aumentar ainda mais o nível de dificuldade deste exercício, faça movimento com as pernas de flexão-extensão levando os joelhos em direção ao peito e volte para a posição inicial. Faça séries deste exercício.

 

Durante a realização dos exercícios de fortalecimento, pense sempre em manter o abdômen contraído, como se o umbigo estivesse colado nas costas.

Bons treinos!

 

Fontes:

runnersworld.abril.com.br

http://www.mundotri.com.br

http://www.lifefisio.com.br

wsrunner.com.br

niviajunqueira.wordpress.com

 

 

Dor na canela ou “canelite”

Se você está sentindo dor na canela, durante ou após a atividade física ou ambos, você foi sorteado com uma canelite ou Síndrome do Estresse Tibial Medial.

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É algo bem comum entre corredores. Eu mesmo, Renan, já fui vítima desta.

Segundo a Revista Runners World, esta síndrome é responsável por 6 a 16% de todas as lesões diagnosticadas em corredores sendo o terceiro problema mais reportado nesta população.

A canelite é causada pelo aumento ou alteração na intensidade da atividade física, simplificando: você está fazendo mais do que o seu corpo está preparado para fazer. O ideal é procurar um profissional do esporte para orientar você no plano de treino.

O que agrava a canelite?

Estar acima do peso – Não só para a canelite, mas para o bem da sua coluna, quadril, joelho e tornozelos: Seja magro! Eu lutei quase 6 meses contra a canelite, e percebi que me livrei dela quando emagreci 8 kg. E olha que eu não era obeso. Tenho 1,80 m e pesava 76kg, um peso considerado “normal” para a altura. Mas para ser um corredor sem lesões você tem que ser magro. É a realidade e é bem lógico na verdade, imagine que todos nós corredores temos um motor 1.0… agora tente carregar com esse nosso motorzinho 1.0 o que um caminhão 3.0 turbo carregaria, não vai dar né? rs Algo vai pifar.

Só para deixar claro: Ser magro é ser saudável. Eu sei que você passou a sua infância toda ouvindo da sua querida vózinha, ou até de seus pais, que você só é saudável… bonito… forte quando é gordinho rs Esqueça isso! E se você é um desses avós ou pais que ainda fala essas besteiras para seu filho, por favor, não coloque esse peso sobre suas costas. Informe-se, o Google está aí livre e desimpedido.

Solução: Mudar a alimentação e fazer esportes sem impacto até alcançar o peso ideal para a corrida. Natação e bicicleta são esportes que gastam bastante calorias e não tem nenhum impacto.

•  Treinos em superfície duras – Já fizemos um post sobre isso.

Uso do tênis inadequado – Já fizemos um post sobre isso.

Tratamento

– Procure um médico do esporte.

– Repouse completamente (a não ser para caminhar e para as atividades diárias) por pelo menos 2 semanas.

– Aplique gelo no local por no máximo 20 minutos (mais que isso causa o efeito contrário) 2 vezes ao dia.

– Depois de 2 a 4 semanas e quando a dor desaparecer, você pode começar a correr novamente. Aumente o nível de atividade lentamente. Se a dor retornar, pare de se exercitar imediatamente.

– Sempre aqueça antes de fazer um exercício.

– Faça exercícios para fortalecer a região da canela:

 

Fontes:

http://lequiperunners.blogspot.com.br

http://runnersworld.abril.com.br

http://corredorlivre.blogspot.com.br

http://www.minhavida.com.br

COMPROVADO: alongar antes de correr nada ajuda e até prejudica!

E aí corredores!

Como estão os treinos? Já estabeleceram seus objetivos de corrida para 2014?

Quer correr quanto este ano? 5 km? 10 km? Meia maratona? Maratona? Ultra-maratona?

Mais importante que querer: Já montou o seu calendário/agenda de treinos para que o objetivo se concretize? Não? Então se mexe meu! Isto é primordial para alcança-lo.

Mas vamos ao post do dia…

Para quem faz, ou tem dúvidas se é certo ou não alongar antes de fazer exercícios – no nosso caso, a corrida – segue esse post da Revista Contra-Relógio bem legal que encontrei.

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Como a Contra-Relógio já tinha chamado a atenção em 2006, a realização de alongamentos antes de começar a correr, PRÁTICA corriqueira entre iniciantes e até corredores experientes, não traz qualquer benefício. Ou seja, não faz a pessoa correr melhor ou mais fácil, e muito menos ajuda a prevenir lesões!

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Agora pesquisadores COMPROVARAM que não apenas isso é uma grande verdade, como esse alongamento pode prejudicar a performance, ao reduzir a capacidade de força das pernas.

Estudo da Universidade de Nevada (EUA) publicado na edição de setembro do Journal of Strength and Conditioning Research, e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, dia 8/11, revela que os exercícios para alongar mais utilizados (inclusive por corredores), os chamados alongamentos estáticos, realizados com a pessoa parada, causam perda de força nas pernas.

Foram avaliados três grupos de atletas; um que realizou alongamentos estáticos, outro que fez alongamentos dinâmicos (com movimentos contínuos) e um terceiro que nada executou. Em seguida, os atletas praticaram exercícios de salto e flexão do joelho, para mensurar a força muscular das pernas antes e depois dos alongamentos.

Os que fizeram alongamento estático tiveram a maior perda de força muscular, depois os que tinham feito os alongamentos dinâmicos, enquanto os que nada fizeram não sofreram qualquer prejuízo.

Bill Holcomb, um dos autores da pesquisa, comentou que os alongamentos estáticos devem ser feitos depois e não antes do exercício. Mas alertou que não se deve confundir esta recomendação com a questão da flexibilidade, que todas as pessoas devem procurar não descuidar, realizando exercícios com esse objetivo em qualquer momento do dia. Para antes de começar a atividade, como a corrida, o pesquisador indica que se aqueça o corpo, através de um trote leve, por exemplo.

NÃO PREVINE LESÕES. Em maio de 2006, a CR publicou como matéria de capa “Alongar é muito bom, mas não prepara para a corrida, nem previne lesões!” O artigo, de autoria das fisioterapeutas Alessandra Arkie e Kenia Guerra Baumann, comentava em sua introdução: “Muitos corredores realizam algum exercício de alongamento antes da corrida, na crença de que soltando um pouco os músculos terão menor risco de lesão. Apesar da idéia de que alongamento pode auxiliar na prevenção de lesões músculo-esqueléticas ser aceita na comunidade médica e entre treinadores e atletas, esta crença não é sustentada pelas pesquisas científicas”.

As autoras comentam sobre os estudos em torno do assunto e fazem alguns alertas. O primeiro e muito importante é o fato das pessoas realizarem alongamento sem aquecer antes, por vezes por recomendação do treinador. Ou seja, antes de começar a correr é feita (ou indicada) uma sessão de alongamentos, com o corpo frio, quando o correto seria fazer apenas um trote. E para piorar, alguns trabalhos mostraram que alongar dessa forma acaba resultando em maior incidência de lesões, por forçar o esticamento de músculos frios, exatamente o contrário do que a maioria dos corredores pensa.

O alongamento estático clássico, ou seja, da panturrilha, da parte posterior e anterior da coxa etc, não tem mesmo muito sentido antes da corrida. Comentam as fisioterapeutas: “Se pensarmos no que acontece nos músculos, não há semelhança entre o ato de alongar estaticamente um músculo e as rápidas contrações a que estes serão submetidos durante o treino ou prova. Em outras palavras, o alongamento antes não representa uma preparação específica para a atividade (alongar para depois contrair…)”.

Já um programa de aquecimento adequado, dizem Alessandra e Kenia, tem maior capacidade de diminuir lesões, por aumentar o fluxo sangüíneo nos músculos, lubrificar as articulações, despertar a coordenação e a resposta rápida do sistema músculo-esquelético, imitando o trabalho que os músculos realizarão durante a corrida.

E as recomendações das fisioterapeutas não param por aí. Elas destacam, naquele artigo de 2006, para outra atitude errada de corredores e treinadores: a realização de alongamentos (estáticos) logo após o término da prova ou do treino. Nesse momento, as fibras musculares, por estarem ainda aquecidas, poderão ser forçadas exageradamente, com risco até de rompimento.

Por essa razão, elas dizem que os alongamentos depois da corrida devem acontecer quando o corpo já estiver esfriado um pouco, caminhando-se por alguns minutos e só então iniciar os alongamentos. E neste momento, os benefícios dessa atitude são reais, na medida em que é uma ótima maneira de relaxar a tensão muscular, promovendo a transformação das fibras hipercontraídas, fatigadas e pouco elásticas, em uma coleção mais alongada de fibras musculares, as quais se adaptarão mais facilmente às atividades menos intensas que seguem os treinos, o que ajudará na recuperação dos músculos antes da próxima corrida.

Saiba o que se deve ou não se deve fazer

ERRADO: alongar imediatamente antes de correr
CERTO: aquecer, com trotes, ou começar devagar
ERRADO: alongar logo após terminar de correr
CERTO: trotar ou caminhar por alguns minutos e então alongar

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Outras matérias que partilham da mesma idéia:

• Alongamento não previne lesões e pode até prejudicar – Site O Tempo.

• Alongaminto – Site O Seu Personal.

O que Craig Alexander aprendeu com os quenianos?

Encontrei essa matéria no blog espirito outdoor, que ficou ótima, contando um pouco sobre ele, e porque todos estão de olho nesse cara:

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Craig Alexander impressionou a todos ao vencer o Ironman Melbourne com um tempo de 7:57. O assunto da semana foi o seu tempo na maratona de 2h38.

Lembrando que, o recorde mundial em uma maratona – não triatlo, ou seja, em uma prova onde o atleta só corre – foi de 2h03m, batido pelo queniano Wilson Kipsang no mês de setembro deste ano.

Vamos lá, Craig Alexander nadou 3,8 km, pedalou 180 km e completou uma maratona com apenas 35 minutos de diferença para o queniano que só correu.

Que Craig Alexander é um excelente atleta, e tem um biotipo próprio para a modalidade ninguém discute, agora o que todos querem saber é porque o atleta australiano consegue correr tão bem.

Craig Alexander exibe um postura perfeita em sua corrida durante o Ironman Havai 2011

Craig Alexander exibe uma postura perfeita em sua corrida durante o Ironman Havai 2011

Acreditamos que grande parte da performance de corrida de Craig Alexander à sua mecânica de corrida.

Uma boa mecânica de corrida garante uma grande economia de movimento, o que faz com que você consiga correr em uma mesma velocidade, gastando menos energia, o que é um ótimo negócio nas provas de Ironman.

O que Craig Alexander aprendeu com os quenianos?

Os melhores corredores de todo mundo, são os corredores quenianos, considerados extremamente eficiêntes e econômicos em sua corrida (Os segredos dos Corredores quenianos).

Todos os corredores quenianos apresentam algumas características bem similares em suas mecânicas de corrida.

Todos possuem uma alta cadência de passadas (acima de 180 passadas por minuto), corpo ereto e levemente inclinado para a frente.

Uma passada curta, onde seus pés aterrizam bem debaixo de seus corpos.

Os corredores quenianos também aterrizam utilizando o antepé ou o meio do pé, além de manterem o joelho levemente dobrado no momento de contato do pé com o solo.

Isso garante uma melhor continuidade do movimento e faz com que o impacto seja melhor absorvido pela musculatura das pernas e da coxa, o que preserva as articulação (como o joelho e o quadril) dos impactos da corrida.

Todas essas características podem ser observadas na mecânica de corrida de Craig Alexander, que consegue manter uma ótima mecânica de corrida, apesar de todo o cansaço acumulado das modalidades anteriores.

Como melhorar minha corrida?

De forma resumida podemos destacar 3 pontos:

O aumento da cadência de passadas: Correr com uma cadência alta obriga o corredor a diminuir um pouco o tamanho de sua passada, o que faz com que o contato da passada com o solo seja melhor. Experimente em todos os seus treinos (inclusive nos trotes de aquecimento) correr com passos um pouco menores e cadência mais rápida. Execute tiros de velocidade em descidas, se forçando a aumentar cada vez mais a velocidade dos passos. Vale lembrar que a ênfase desses tiros deve ser o aumento da coordenação, e por isso se faz necessário um descanso grande entre os esforços (pelo menos 1min).

Melhora da postura: É comum ver atletas no meio da maratona do Ironman, com a postura cansada, e uma mecânica toda comprometida. Isso se dá pela incapacidade de conseguir manter o tronco ereto. Durante os seus treinos de corrida, em preparação para as provas longas de triatlo, é importante ter em mente que não é só o volume que importa. Que tal mudar um pouco as suas metas e se policiar para conseguir manter a postura correta durante todo o seu treino longo?

Exercícios Educativos: Use e abuse dos exercícios educativos. Inclua-os em seu treinamento e em suas séries de treinamento intervalado. Uma dica é fazer o educativo Skipping numa leve subida.

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E ai, gostaram da matéria?

Para quem gosta de vídeos, tem esse que explica tudo isso de uma forma mais descontraída – digamos assim:

Algo importante para nós corredores da equipe Sola & Mente, onde maioria é iniciante, é que, uma boa mecânica de corrida previne lesões e preserva o corpo para podermos correr por muitos anos. E acredito que esse seja o principal objetivo de todos.

Palavras do Zé, nosso corredor mais experiente:

Não é muito sadio para quem está começando a correr ficar se preocupando com tempo, ficar exigindo alta performance. O legal da corrida é poder correr por muitos anos, para isso outras coisas devem estar acima, como o fortalecimento dos músculos e treinamento em baixa intensidade, aquela história: subir um degrau de cada vez.

Olhe onde pisa

Cada tipo de terreno tem um impacto diferente na sua corrida. Saiba quando vale a pena pisar fundo e quando é melhor passar longe

Por Julia Zanolli e Jenny Everett

Quando corremos, nossos pés chegam a suportar de duas a três vezes o peso do nosso corpo a cada passada. E um dos fatores que podem diminuir ou aumentar esse impacto é a superfície onde se corre. Quanto mais rígido o piso, maior o impacto. Maior também a velocidade, porque boa parte da força é devolvida para os pés, aumentando o impulso. Mas o corpo vai ter de absorver essa energia e, por isso, é maior o risco de lesões em pontos mais vulneráveis, como as articulações.

Uma boa maneira de evitar ou piorar lesões preexistentes é alternar o tipo de piso onde se corre. “Da mesma forma como você varia a quilometragem e a intensidade dos treinos – curto em um dia e longo no dia seguinte; pesado em um dia e fácil no dia seguinte –, você também deve variar o terreno onde corre, para minimizar o risco de lesões”, diz o americano Tom Holland, maratonista e fisiologista do exercício. Uma pessoa que tem propensão a canelite, por exemplo, poderia piorar o problema correndo sempre no asfalto, mas se protegeria ao incluir na planilha treinos na esteira ou na terra. A seguir, você descobre quais pisos são mais indicados para você e em quais situações.

Concreto

Corra à vontade: só se essa for a única opção segura, especialmente em lugares com grande movimentação de carros. Por ser o mais rígido entre todos os pisos, é o que oferece mais impacto (e portanto o menos indicado). Nesse caso, a musculação é essencial: quanto mais fortalecido você estiver, mais estrutura terá para aguentar o impacto. Faça somente treinos leves nesse piso.

Pise com cuidado: especialmente se estiver acima do peso ou apresentar qualquer lesão, como fraturas por estresse ou inflamações na canela. Evite correr no concreto quando já estiver cansado para não sobrecarregar seu corpo. Passe longe também em dias de chuva (quando esse piso tende a ficar escorregadio) e de longões na planilha.

VAPT-VUPT – Especialistas observaram que, em superfícies duras, o tempo de contato do pé com o chão é três vezes menor que nas moles e, por isso, a corrida fica mais rápida.
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Asfalto

Corra à vontade: se você não for propenso a lesões nem estiver se recuperando de uma. Se estiver treinando para um prova de rua, aproveite os treinos no asfalto para ir se acostumando com as condições que vai encontrar no dia da corrida. Por ser bastante rígido, ele devolve o impulso da passada e você pode desenvolver boa velocidade. Pode ser usado em treinos de tiro e em longões.

Pise com cuidado: se recentemente você teve dor na canela ou no joelho, fratura, estiramento muscular ou síndrome da banda iliotibial. O asfalto pode abalar os ossos, as articulações e os músculos. Caso tenha realizado os outros treinos da semana em asfalto, procure alternar com pisos mais macios.

ESQUENTADINHO – Não se preocupe se o asfalto estiver “derretendo”: o solado do seu tênis é feito para aguentar temperaturas de até 80 ºC.
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Terra

Corra à vontade: se você teve joelho de corredor, síndrome da banda iliotibial, canelite ou qualquer lesão que seja agravada por impacto. A terra batida é considerada por treinadores como o piso ideal nesses casos, por oferecer bom amortecimento mas não “segurar” tanto a passada. Liberada para treinos longos e de intensidade.

Pise com cuidado: se você torceu o tornozelo. Os ligamentos dessa articulação nunca se recuperam totalmente. E a probabilidade de que isso ocorra novamente é maior quando se corre em superfícies moles e irregulares. Por isso, trilhas com muitas pedras, buracos e lama exigem mais atenção.

HORA DO BANHO – Se o tênis voltar do treino envolto em barro, vá para o tanque e limpe-o com sabão neutro e água corrente fria. Não use esponja ou bucha, no máximo uma escova de cerdas macias no solado. E nunca deixe o tênis de molho.
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Areia

Corra à vontade: raramente. A areia é instável e submete joelhos, tornozelos e quadril a um intenso movimento de torção. Mas, como esse terreno exige força de músculos que costumam ser negligenciados, treinar na areia é uma boa opção para desenvolver a força. Também é indicada para estimular a propriocepção (conscientização corporal), mas as corridas na areia devem ser sempre curtas.

Pise com cuidado: se você já torceu o tornozelo ou teve tendinite no tendão de Aquiles. Estudos indicam que a corrida na areia aumenta em até dez vezes o risco de dor nesse tendão. Além do mais, por mais firme e plana que pareça, a areia sempre apresenta um desnível que faz com que você sobrecarregue um dos lados do corpo. E fazer o caminho de volta trabalhando o outro lado não equilibra a situação, só provoca os mesmo danos do outro lado.

SÓ UM TAPINHA? – Se não tiver molhado o tênis no treino, bata bem para retirar a areia. Se o mar deu um banho nele, lave-o com água doce. A durabilidade diminui se você deixar o tênis secar sem tirar a água salgada.
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Pistas de atletismo

Corra à vontade: se você torce o tornozelo com frequência ou acaba de se recuperar de uma fratura. O terreno sintético não traz surpresas e não há raízes nem meios-fios. Além disso, essa pista tem mais amortecimento que as pistas asfaltadas, mas não é mole a ponto de provocar instabilidade. Boa para treinos de velocidade e útil para quem precisa marcar a quilometragem exata do treino.

Pise com cuidado: se você teve síndrome da banda iliotibial ou estiramento da panturrilha. A parte externa da panturrilha se encurta conforme você percorre a trajetória circular da pista. As curvas fechadas também deixam a parte interna da banda iliotibial tensionada. Mas atenção: se a pista estiver desgastada e sem manutenção, todo o amortecimento extra que ela poderia oferecer torna-se inútil.

RAPIDINHA – A maioria das pistas ao ar livre tem a forma oval e mede 400 metros. A faixa externa é de 40 a 50 metros mais longa que a interna, por isso os corredores não ficam alinhados nas largadas das distâncias a partir dos 200 metros.
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Grama

Corra à vontade: se você tem dor no joelho ou está voltando a correr depois de ter se recuperado de uma fratura. Na grama, a maior parte do impacto é absorvida pelo chão em vez de voltar para a perna. Por isso, ela é uma boa opção para quem quer gastar mais calorias e trabalhar a musculatura. Indicada para treinos intervalados ou fartleks (ritmos variados).

Pise com cuidado: se você tem propensão a fascite plantar. É mais provável que seu pé vire para dentro nesse terreno mole e irregular, e o movimento de torção dos ligamentos da sola do pé é mais intenso. Atenção especial em buracos e poças, que podem ficar escondidos na grama e causar tombos.

SEMPRE FRESQUINHO – Tenha certeza de que seu tênis está seco antes de usá-lo novamente. Deixe-o na sombra e em um local ventilado. Atrás da geladeira ou na máquina de secar, nem pensar, pois resseca e desgasta o tecido.
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Esteira

Corra à vontade: se você estiver se recuperando de uma lesão ou aumentando sua quilometragem e quer descansar um pouco do asfalto. A superfície amortecida da esteira reduz o estresse nas costas, quadril, joelhos e pés. E, além disso, o caminho é livre, sem obstáculos. É uma boa opção para quem tem pouco tempo e para quem quer controlar tempo de exercício, frequência cardíaca e velocidade.

Pise com cuidado: se você estiver treinando para uma competição de rua. A corrida feita exclusivamente na esteira não vai preparar você para correr em terrenos irregulares nem para lidar com o impacto do asfalto, e isso pode provocar lesões. Também preste atenção na postura, que muda muito quando você corre na esteira, já que o piso leva o corpo para a frente, alterando a técnica de corrida.

LANTERNINHA – A esteira é o piso com menor gasto calórico, já que o piso de lona faz parte do trabalho. Além disso, em ambientes internos não há resistência do vento. A areia é a campeã para detonar calorias: por ser muito macia, você faz mais esforço.

* COLABORAÇÃO: Rogério Teixeira da Silva, doutor em ortopedia e medicina esportiva pela Unifesp.

A corrida e suas lesões

“Ter que parar de correr!!!” Esta é a resposta imediata de um verdadeiro corredor quando questionado qual seria hoje seu maior pesadelo…

Os benefícios decorrentes da corrida são inúmeros e facilmente perceptíveis, principalmente por aqueles que costumam praticar regularmente. Contudo, nem tudo são flores na vida de um corredor… a presença de lesões músculo-esqueléticas representa sem sombra de dúvida o maior dos malefícios; sendo apontada como a principal causa de afastamentos e interrupções da prática.

Recentemente, um estudo estatístico realizado no Brasil, apontou que cerca de 30% dos corredores de rua apresentaram algum tipo de lesão no últimos seis meses. Sendo o sexo masculino, o mais acometido e, a faixa etária entre 31 a 45 anos a campeã de queixas.

lesao

Dentre as principais causas relacionadas a estas lesões podemos apontar a falta de orientação na distribuição dos treinos ao longo da semana, o aumento abrupto do volume ou mesmo da intensidade e a falta de recuperação adequada após os treinos como os lideres do ranking. A falta de um adequado aquecimento, o uso de tênis inadequados e a prática em terrenos impróprios também podem ser facilmente apontados como vilões para o surgimento de lesões das lesões.

Os Membros Inferiores são os mais acometidos e, independente do tipo ou do grau de complexidade, cerca de 75% das lesões nos corredores são geradas pela sobrecarga decorrente da repetição mecânica – as conhecidas lesões de overuse.

Assim, antes mesmo de apontarmos quais as lesões mais prevalentes nos corredores, um dado fundamental merece destaque: cerca de 60 a 70% das lesões de overuse podem ser prevenidas apenas com uma boa avaliação funcional e orientação adequada. Por isso, ressalto sempre a importância de se ter por perto profissionais especializados em avaliar os fatores de riscos relacionados à prática da corrida.

Fonte